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Resid Bar une história do Brasil em nova carta com menu de Alex Atala

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O copo agora serve de palco para uma viagem que atravessa a floresta amazônica, os terreiros, o sertão e as páginas da literatura nacional. Com 48 receitas inéditas, a nova carta de coquetelaria do Resid Bar propõe engarrafar a identidade brasileira para harmonizar com o cardápio assinado pelo chef e sócio Alex Atala.

O espaço, localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo, converte ingredientes nativos e narrativas regionais em uma experiência imersiva e sensorial. Concebido pelo Resid Club & Hotels, o menu funciona como uma linha do tempo, mapeando territórios que vão desde o Norte contemporâneo até os saberes dos povos originários.

Tenho especial interesse em explorar ingredientes brasileiros, técnicas e novas possibilidades dentro da coquetelaria, sem perder de vista a hospitalidade e a experiência de quem está do outro lado do balcão.

Resid Bar une história do Brasil em nova carta com menu de Alex Atala
Foto: Divulgação

A jornada líquida: da floresta às letras

A pesquisa e execução conduzidas pela bartender Veronika Prioste dividem a narrativa do menu em cinco atos precisos. O capítulo “Brasil Contemporâneo – A Amazônia como Futuro” foca na inovação, apresentando misturas como o Bravio, que une cupuaçu, cumaru e cachaça, e o Formigroni, uma releitura abrasileirada do clássico Negroni que incorpora cachaça de jambu e promove formigamento no paladar.

O roteiro de sabores avança para o “Brasil que Resiste – O Corpo como Arte e Fé”, homenageando o maxixe, a capoeira e as religiões de matriz africana com criações batizadas de Maxixado, Saravá e Ginga. Mais adiante, os ingredientes se voltam para as curas populares e o movimento das águas em “Brasil do Interior”, momento em que o drink Banzeiro divide os holofotes com o Bossa Nova, este último um tributo à relação de Tom Jobim e Vinicius de Moraes com o uísque.

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Foto: Divulgação

Raízes originárias e os números da operação

Na reta final da carta, o “Brasil Literário” empresta as obras de Jorge Amado para batizar bebidas como Gabriela e Tietá, além de reverenciar a poetisa Bárbara Heliodora. O ciclo se fecha no ponto inicial da história continental com o “Brasil Originário”, destacando o Yudjá, uma homenagem aos povos do Xingu, e o Iapotí, centralizado na jabuticaba.

Para sustentar a densidade da pesquisa, a estrutura do balcão atinge um volume expressivo de 84 preparos. A operação contempla 20 opções autorais à base de cachaça e insumos brasileiros, dez mocktails com a mesma complexidade aromática dos alcoólicos, 17 clássicos (nacionais e internacionais), dez variações do Negroni, drinks com vinho e formatos pensados para compartilhamento em shots.

Serviço


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