Uma editora com apenas dois anos de existência ocupa um dos endereços mais disputados da Flip para colocar em debate perguntas que atravessam toda a literatura contemporânea: de onde nasce uma história e o que ela ainda pode fazer por quem lê.
A Casa de Astérion, fundada há dois anos por Diego Zanella e Rafael Bassi, chega à 24ª Flip com uma programação que se estende de hoje (22) até o dia 26 de julho. O catálogo da editora gaúcha transita entre romance, novela, contos, poesia e crônica, e é justamente essa amplitude que orienta os encontros propostos na festa literária.
Todas as atividades acontecem na Casa Gueto, na Rua Benedito Telmo Corrês, 277, antiga Rua Fresca, no Centro Histórico de Paraty. São cinco rodas de conversa e quatro sessões de autógrafos, reunindo autores que têm em comum o interesse por temas como memória, herança familiar e o papel da ficção diante de um presente fragmentado.
De onde vem uma história que insiste em ser contada
A programação abre com a mesa “Toda história começa com uma pergunta”, nesta sexta-feira (24/7), às 12h. O debate propõe pensar os processos criativos por trás da escrita: histórias que nascem de uma lembrança, de uma viagem, de uma inquietação ou de uma pergunta que se recusa a desaparecer. No mesmo horário, ocorre também o bate-papo “Quando a vida vira literatura: memória, biografia e invenção”, sobre as fronteiras entre experiência vivida e matéria ficcional.
Nenhum livro nasce da mesma maneira — e é dessa diversidade de origens que a programação da Casa de Astérion na Flip parte para discutir os bastidores da criação literária.
Ainda na sexta-feira, às 15h, acontece a sessão de autógrafos de Arthur Simon, autor de Lana, como eu odeio esses caras!. No mesmo dia, às 16h, é a vez de Leonardo Wittmann, de Um Caubói Para o Fim do Mundo, autografar seu livro e participar da mesa “Os silêncios de uma família”, que discute memória, herança e relações familiares na ficção contemporânea — como romances recentes têm reinventado a forma de narrar vínculos entre pais, filhos e gerações.
Literatura como resposta a um tempo dividido
No sábado (25/7), às 14h, o bate-papo “O que pode a literatura em tempos de polarização?” enfrenta diretamente o papel da ficção diante de conflitos políticos, disputas narrativas e fragmentação social — e até que ponto livros e poesia ainda conseguem ampliar perspectivas e criar espaços de escuta. No mesmo horário, a roda “Literatura além das fronteiras” discute como a produção brasileira circula entre países, línguas e traduções.
Carolina Nabarro, autora de Sobre a vida e outros pesos, autografa seu livro às 16h de sábado. Às 18h, encerra a programação de autógrafos Rosane Tremea, com Cecilia, Antonio e eu. No mesmo horário, a livreira Mariana Fernandes conduz a roda “Me indica um livro?”, sobre como redes sociais, clubes de leitura e influenciadores redesenharam o caminho entre livros e leitores.
Serviço
- Local: Casa Gueto — Rua Benedito Telmo Corrês, 277, antiga Rua Fresca, Centro Histórico de Paraty
- Data: de 22 a 26 de julho
- Sexta (24/7): 12h — roda “Toda história começa com uma pergunta” e bate-papo “Quando a vida vira literatura”; 15h — autógrafos de Arthur Simon; 16h — autógrafos e roda com Leonardo Wittmann
- Sábado (25/7): 14h — bate-papo “O que pode a literatura em tempos de polarização?” e roda “Literatura além das fronteiras”; 16h — autógrafos de Carolina Nabarro; 18h — autógrafos de Rosane Tremea e roda “Me indica um livro?”
- Mais informações: http://www.casadeasterion.com ou @asterion_livros













