A dor da Segunda Guerra ressurge no romance “A Última Estação”, de Rogério Gomes, lançado em Porto Alegre com sessão de autógrafos e exposição.
O lançamento de A Última Estação resgata um dos períodos mais sombrios da humanidade para refletir sobre suas marcas no presente. O novo romance de Rogério Gomes será apresentado ao público no dia 28 de abril, em Porto Alegre, com um evento que combina literatura e artes visuais.
A obra mergulha no impacto da Segunda Guerra Mundial, mostrando como seus desdobramentos ultrapassam gerações. Ao invés de tratar o conflito apenas como pano de fundo, o livro coloca a guerra como força determinante na vida de personagens comuns — famílias, médicos, artistas e soldados.
Uma guerra que atravessa o tempo
Em A Última Estação, o passado não está encerrado. Pelo contrário, ele retorna como memória viva. O romance acompanha o drama de uma família profundamente afetada pelo conflito e que, mesmo décadas depois, ainda convive com suas consequências.
Assim, Rogério Gomes constrói uma narrativa que vai além da reconstituição histórica. Ele investiga sentimentos universais: perda, medo, desejo e sobrevivência. Cada personagem carrega o peso de decisões tomadas em tempos extremos, onde escolhas simples podem significar vida ou morte.
Ao mesmo tempo, o livro transita por diferentes estilos narrativos. Drama, romance histórico, erotismo, suspense e flashbacks se entrelaçam, criando uma experiência dinâmica. O enredo ainda reserva um plot twist que reforça o caráter cinematográfico da obra.
O instante que deu origem à história
A semente do romance surgiu durante uma viagem do autor à Alemanha, em 2025. Foi em Munique que uma cena aparentemente banal desencadeou toda a narrativa.
“Havia um velho bem encasacado esperando pelo seu trem. Estava sozinho e nem ao menos lia o jornal, tampouco olhava para alguém, mas segurava uma caneca de café, cuja fumaça eu conseguia distinguir com a escuridão como pano de fundo. Fiquei pensando comigo mesmo: o que um homem que aparentava mais de oitenta anos fazia sentado sozinho numa madrugada congelada, esperando um trem na Estação Central, em Munique? Então, uma ideia começou a se estruturar. A imagem do velho esperando pelo trem não me abandonou mais, de tão impactante que foi” narrado pelo escritor no prólogo do livro. “Não sei quem ele é, mas estava lá naquele momento mágico e me deu as pistas e os caminhos necessários para que eu desenvolvesse a ideia para a história desse romance”, revela.
A partir desse encontro silencioso, Rogério começou a construir uma narrativa que conecta passado e presente. O cenário europeu, marcado pelas cicatrizes da guerra, serviu como catalisador para revisitar a história do século XX.
Além disso, o interesse do autor pelas Grandes Guerras contribuiu para aprofundar a ambientação. O resultado é uma obra que equilibra pesquisa histórica e imaginação literária.
Literatura guiada pela sensibilidade

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