Ajustes estratégicos de proporção, sobreposição e contraste de materiais conseguem mudar radicalmente a estética de roupas cotidianas sem exigir a compra de novos itens.
A construção de um visual marcante depende menos do acúmulo de tendências e mais da intenção colocada na combinação de cada elemento. Segundo a estilista e influenciadora Manu Lima, o exercício do styling permite renovar peças que já estão no guarda-roupa ao explorar novas camadas, texturas e silhuetas.
O styling é uma forma de explorar novas possibilidades e valorizar o que já faz parte do guarda-roupa.
O papel estrutural da terceira peça
Itens como blazers, jaquetas e camisas usados abertos ou sobrepostos vão além da proteção térmica, funcionando como ferramentas de profundidade visual. Ao optar por peças amplas ou em modelagem oversized, a recomendação é equilibrar o conjunto com bases retas ou ajustadas ao corpo, garantindo harmonia no caimento final.
Contraste tátil e dinamismo de silhuetas
O mix de tecidos enriquece a composição quando estruturado a partir de uma paleta de cores unificada. O encontro de materiais com pesos diferentes, como couro, tricô, jeans, alfaiataria e renda, confere sofisticação imediata sem poluir o visual.
Esse dinamismo se estende ao jogo de proporções. Saias curtas com botas de cano alto equilibram áreas de pele e volume, camisas alongadas sobre bases secas trazem movimento e calças amplas com cintura demarcada valorizam diferentes biotipos ao desenhar a silhueta.
Estética high-low e o peso dos acessórios
A fusão entre o sofisticado e o urbano sustenta o conceito high-low. Tecidos delicados e fluidos, como cetim e renda, ganham peso quando combinados com itens pesados, a exemplo de coturnos, jaquetas de couro ou cortes retos de alfaiataria.
Para arrematar a composição, bolsas, cintos, lenços, óculos com design marcante e a sobreposição de colares, anéis e metais distintos assumem o papel de ponto focal, convertendo arranjos neutros em propostas cheias de personalidade.



















