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Bruna Alimonda leva repertório íntimo ao pôr do sol na Lagoa

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Uma voz, uma guitarra e histórias que atravessam afetos e deslocamentos. Bruna Alimonda transforma o jardim da Casa Museu Eva Klabin em um espaço de escuta próxima no dia 25 de julho, dentro do projeto Pôr do Sol.

A apresentação acontece às 17h, com ingressos a R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada). No palco, ao lado de Ivan Santarém, a artista pernambucana aposta em um formato enxuto para revisitar o repertório de “Estado Febril” e revelar faixas inéditas do próximo disco, previsto para este ano.

“Esse formato mais acústico, de voz e guitarra, permite contar a história mesmo, olhar olho no olho. É quase uma conversação musical.”

Entre Pernambuco e São Paulo, um repertório em trânsito

Lançado em 2024, “Estado Febril” marca a estreia solo de Bruna e consolida uma identidade que cruza memórias de Pernambuco com a experiência de viver em São Paulo. A sonoridade mistura MPB contemporânea, brega pernambucano, bolero e cumbia, em composições que exploram saudade, pertencimento, amor e desejo.

Formada em Artes Cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena, a artista também integra a banda Abacaxepa, com uma década de atuação na cena autoral. No trabalho solo, a construção cênica se mantém, agora voltada para a intimidade do gesto e da palavra.

Afeto, visibilidade e novas narrativas no palco

Artista LGBTQIAPN+, Bruna dialoga diretamente com o recorte curatorial da temporada 2026 do Pôr do Sol, dedicado a nomes da comunidade. No repertório está “Me Beija na Rua”, canção que nasceu de uma conversa com Assucena sobre a dificuldade de expressar afeto em público.

A música amplia o tema para além da vivência LGBTQIAPN+, abordando qualquer experiência marcada por restrições ao afeto. No show, essa dimensão ganha corpo em relatos, pausas e aproximações diretas com o público.

Um jardim, diferentes vozes da nova MPB

Com curadoria de Rodrigo Andrade, o projeto ocupa os jardins desenhados por Roberto Burle Marx nos anos 1960, criando uma atmosfera de fim de tarde que se tornou marca da série. Em 2026, a programação reúne artistas da cena atual como BIAB e Davi Sabbag, além de outros nomes ao longo da temporada.

A proposta é simples e direta: aproximar público e artista em apresentações que valorizam repertório autoral e escuta atenta, em um dos espaços culturais mais singulares da cidade.

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