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Rock in Rio Lisboa entra na reta final com história para contar

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Duzentas mil pessoas, artistas de todos os continentes e público vindo de 125 países diferentes. O primeiro fim de semana do Rock in Rio Lisboa 2026 deixou uma marca difícil de apagar — e o festival ainda não acabou. A partir desta semana, o Parque Papa Francisco volta a ser o epicentro do verão europeu para mais dois dias que prometem continuar a história.

Em entrevista, Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, fez um balanço dos dias anteriores, comentou a recepção do público aos artistas brasileiros, falou sobre o espetáculo The Flight e explicou a conexão cada vez mais forte entre a edição portuguesa e o Rock in Rio Brasil, marcado para setembro no Rio de Janeiro.

Um primeiro fim de semana que virou referência

Nem mesmo quem acompanha o festival há anos estava preparado para a dimensão do que aconteceu nos dois primeiros dias. Para Roberta, o impacto foi imediato: “Tivemos um primeiro fim de semana absolutamente extraordinário, com os dois dias esgotados, com 100 mil pessoas por dia vivendo a experiência da Cidade do Rock.”

Entre os momentos que ficaram gravados na memória coletiva, um nome em especial chamou atenção. Pedro Sampaio protagonizou o que Roberta descreveu como “o maior ‘Cavalinho’ do mundo”, com um mar de gente executando a coreografia em uníssono. Ao lado dele, nomes como Katy Perry, Linkin Park, Alok, Sepultura, Carol Biazin e Joyce Alane completaram um line-up que misturou gerações, gêneros e culturas com naturalidade.

Foi emocionante ver o público cantar cada música com artistas como Katy Perry e Linkin Park.

O dado dos 125 países representados no público não é apenas uma curiosidade estatística. Ele revela o tamanho do que o Rock in Rio Lisboa se tornou ao longo dos anos: um evento com gravitação global, capaz de atrair pessoas dispostas a cruzar continentes para estar na Cidade do Rock.

A música brasileira conquistando Lisboa

Uma das narrativas mais marcantes desta edição tem a ver com a presença brasileira nos palcos. Segundo Roberta, o primeiro fim de semana deixou claro que os artistas do Brasil não são apenas convidados em Lisboa — eles são protagonistas.

“Vimos artistas brasileiros como Alok, Pedro Sampaio, Sepultura, Carol Biazin e Joyce Alane protagonizando apresentações incríveis para plateias repletas de fãs portugueses que cantavam e correspondiam a cada faixa tocada”, destacou a vice-presidente. Para ela, o fenômeno vai além da afinidade histórica entre os dois países: existe uma curiosidade crescente do público português em relação ao que está acontecendo na música brasileira contemporânea.

Festivais funcionam exatamente assim: alguém entra no espaço sem conhecer determinado artista e sai com uma nova referência musical. O Rock in Rio Lisboa tem sido esse portal de descoberta para uma geração inteira de jovens portugueses e europeus que passam a acompanhar nomes vindos do Brasil com um olhar diferente.

The Flight e as experiências além dos palcos

Se os shows são o coração do festival, as experiências paralelas são o que transforma uma ida ao Rock in Rio em algo que vai além de qualquer show individual. E nesta edição, um nome em especial concentrou boa parte das conversas fora dos palcos: o espetáculo The Flight.

Criado no Brasil e apresentado pela primeira vez na Cidade do Rock em 2024, o The Flight chegou a Lisboa neste primeiro fim de semana e rapidamente se tornou uma das atrações mais aguardadas e comentadas do festival. Roberta define a experiência como um reflexo direto da filosofia do Rock in Rio: “criar momentos capazes de despertar emoção, inspiração e encantamento.”

É uma experiência que traduz muito bem a nossa forma de pensar o entretenimento: criar momentos capazes de despertar emoção, inspiração e encantamento.

E a história do The Flight não termina em Lisboa. Depois do festival português, o espetáculo retorna ao Rio de Janeiro em setembro para sua segunda edição na cidade, reforçando a ideia de que as duas edições do Rock in Rio funcionam como capítulos de uma mesma narrativa.

Futebol e música no mesmo espaço

O segundo fim de semana ainda guarda uma surpresa que une duas das maiores paixões de brasileiros e portugueses. Logo após o show de Rod Stewart, a Cidade do Rock vai transmitir a partida entre Portugal e Colômbia pela Copa do Mundo. Futebol e música dividindo o mesmo palco — ou quase isso.

Para Roberta, a combinação faz sentido total: “Música e futebol são duas linguagens universais que unem brasileiros e portugueses, e o Rock in Rio tem uma longa história de celebrar esses encontros dentro da Cidade do Rock.” É um desses momentos em que o festival se expande para além do que qualquer setlist poderia oferecer.

Lisboa como prévia do Rock in Rio Brasil

Para quem já tem os olhos voltados para setembro, Roberta foi direta: o que está acontecendo em Lisboa é uma antecipação do que o público brasileiro vai encontrar na Cidade do Rock carioca. “Temos artistas que passam pelos palcos de Lisboa e seguem para o Rio de Janeiro em setembro, equipes que trabalham em conjunto nos dois festivais e até mesmo um público que acompanha ambos os festivais”, explicou.

A conexão não é apenas logística. É simbólica. Ao longo dos anos, o Rock in Rio construiu uma ponte cultural consistente entre Portugal e Brasil, e essa edição de 2026 aprofunda esse laço de forma ainda mais explícita, com experiências, artistas e histórias cruzando o Atlântico nos dois sentidos.

“No fundo, estamos falando de uma única celebração que acontece em duas cidades muito especiais para o festival, unidas pela música, pelo entretenimento, pela cultura e pela emoção”, disse Roberta. É uma forma elegante de descrever algo que poucos festivais no mundo conseguiram construir: uma identidade que pertence a dois países ao mesmo tempo.

Uma celebração que atravessa gerações

Há algo de especial em um festival que consegue reunir quem estava na plateia em 1985 no Brasil com crianças vivendo sua primeira experiência de show ao ar livre. Roberta destaca que esse espectro geracional é parte intencional do desenho do Rock in Rio: “Queremos que a Cidade do Rock seja uma experiência para todas as gerações.”

Para isso, o festival investe continuamente em infraestrutura, qualidade de serviços e uma oferta diversa de entretenimento. Cada dia é pensado para acolher diferentes estilos musicais e diferentes perfis de público, porque, como a vice-presidente reforça, essa diversidade sempre esteve no DNA do Rock in Rio.

A mensagem final de Roberta para quem ainda vai à Cidade do Rock neste segundo fim de semana — e para quem já aguarda setembro no Rio — resume bem o que o festival representa depois de mais de quatro décadas de história: “Poucas experiências são tão potentes quanto milhares de pessoas cantando, se emocionando e celebrando juntas.”


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