Em uma noite onde o público foi protagonista nos mosh pits, o segundo dia do Rock in Rio 2026 consagrou a força do metal contemporâneo e reverenciou ídolos históricos em um espetáculo de tecnologia e riffs pesados na Cidade do Rock.
A sinergia entre fãs e guitarras distorcidas transformou o gramado em um território de devoção absoluta. Com 2.400 m² de LED projetando narrativas visuais imersivas, o Palco Mundo abrigou uma jornada que cruzou gerações do peso sonoro, culminando no encerramento catártico do Avenged Sevenfold. Fãs veteranos e novatos compartilharam a mesma euforia ao longo das apresentações que marcaram esta edição do Rock in Rio 2026.
A professora Luíza Batista, que marcou presença pela oitava vez no evento, resumiu o espírito de quem acompanhou a maratona sonora diretamente da grade, evidenciando o impacto imersivo do festival.
A energia de estar no Rock in Rio é surreal. Faz você viver o aqui e agora e esquecer o que está lá fora, a vida acontecendo. Você só está vivendo o momento aqui.
Despedida histórica e a estreia aguardada
O marco inicial da noite principal foi arquitetado pelo Sepultura, que entregou seu penúltimo show da carreira e o derradeiro no festival. Focada na era de Derrick Green, a performance estimulou a famosa remada viking e abriu as primeiras grandes rodas punk ao som de faixas implacáveis como “Against”. Na sequência, mgk elevou a temperatura com pirotecnia intensa, interagindo em português com a plateia enquanto desfilava sucessos de seu álbum de estreia.
A atmosfera atingiu novo pico com a estreia do Bring Me The Horizon. Sob o comando de Oli Sykes, a banda britânica uniu a plateia da Cidade do Rock em coros absolutos para hinos como “Can you feel my heart”, embalados por projeções que flertavam diretamente com a estética e referências dos videogames.
Para fechar as atividades do palco principal, os headliners trouxeram um espetáculo visual de tirar o fôlego. Efeitos tridimensionais dominaram os telões, acompanhando os clássicos que consagraram a banda californiana e coroaram a noite.
Multiplicidade sonora e tributos no entardecer
Longe de se limitar a uma única vertente, a programação expandiu suas fronteiras acústicas. A banda Malvada convidou Day Limns para um setlist transitando pelo hardcore e pop, culminando em uma reverência emocionante a Rita Lee enquanto entoavam “Ovelha Negra”. O peso retornou sem freios com o encontro potente entre Black Pantera e Nervosa.
Duas baterias dividiram o espaço enquanto a vocalista Prika Amaral regia uma roda formada exclusivamente por mulheres, reforçando mensagens de resistência em meio à distorção. Após a apresentação vanguardista de Poppy, os integrantes do Bad Omens encerraram o espaço alternativo fundindo dark-pop e metalcore em uma produção altamente sofisticada.
Céu iluminado pela preservação ambiental

A música dividiu o protagonismo com a sustentabilidade no Dia da Amazônia. Um espetáculo aéreo de drones coloriu a noite, simbolizando o esforço coletivo de descarbonização do evento. A ação reflete a parceria estruturada com a AXIA Energia para plantar 15 mil mudas e um milhão de sementes, mirando zerar as emissões de gases de efeito estufa do festival.

Serviço
- Evento: Rock in Rio 2026 – Segundo dia
- Data de realização: 5 de setembro de 2026
- Local: Cidade do Rock, Rio de Janeiro
