Mais de um em cada três brasileiros entre 65 e 74 anos já perdeu todos os dentes — e especialistas afirmam que isso não precisa acontecer com o avanço da idade.
Com uma população cada vez mais longeva e ativa, a saúde bucal ocupa um papel importante no envelhecimento saudável. Especialistas observam que pacientes acima dos 45 anos têm buscado tratamentos de reabilitação oral não apenas para substituir dentes perdidos, mas para preservar a alimentação, a autoestima e a qualidade de vida.
Apesar dos avanços da odontologia, a perda dentária ainda representa um desafio no país. O índice de um em cada três idosos sem nenhum dente vem dos primeiros resultados do SB Brasil 2023, maior levantamento nacional sobre saúde bucal, divulgado pelo Ministério da Saúde.
O que os números ainda escondem
O mesmo levantamento aponta que 53,7% dos adultos brasileiros ainda necessitam de algum tipo de prótese dentária, sendo a necessidade de próteses parciais a mais frequente. Para especialistas, esse contexto acompanha uma mudança na forma como os pacientes encaram esses tratamentos, cada vez mais associados à manutenção da funcionalidade e do bem-estar ao longo da vida.
Hoje as pessoas querem envelhecer mantendo independência e qualidade de vida. Recuperar a função mastigatória significa devolver autonomia ao paciente.
A afirmação é da dentista especialista em implantes dentários na Oral Sin, Dra. Fernanda Marur. Segundo ela, a saúde bucal interfere diretamente na alimentação, na comunicação, na autoestima e até na disposição para participar da vida social.
Além da perda dentária, problemas como doença periodontal, retração gengival, desgaste natural dos dentes e dificuldades relacionadas ao uso de próteses convencionais tornam-se mais frequentes com o avanço da idade. Em muitos casos, pacientes convivem durante anos com limitações para mastigar determinados alimentos, falar com segurança ou sorrir espontaneamente, sem perceber o impacto dessas dificuldades na rotina.
De reposição a prevenção: a virada na cabeça do paciente
Segundo a especialista, também houve uma mudança na percepção dos pacientes sobre a reabilitação oral. Se antes a principal motivação era substituir dentes perdidos, hoje cresce a procura por tratamentos que devolvem conforto, segurança e eficiência na mastigação.
“A procura costuma ser mais expressiva entre pacientes acima dos 45 anos, especialmente entre aqueles que já sofreram perdas dentárias e buscam recuperar qualidade de vida. É um público que deseja segurança, previsibilidade e conforto, além de entender os benefícios de investir em saúde. Muitos desses pacientes estão em plena atividade profissional e social, o que aumenta a preocupação com a função mastigatória, a aparência do sorriso e o bem-estar”, explica a dentista.
O avanço das tecnologias também contribuiu para essa mudança. Recursos digitais de diagnóstico, escaneamento e planejamento permitem tratamentos mais individualizados, previsíveis e adequados às necessidades de cada paciente, favorecendo uma recuperação funcional mais eficiente.
O maior obstáculo ainda é derrubar uma crença
Para Marur, o principal desafio é romper a ideia de que perder dentes faz parte do envelhecimento. “Envelhecer não significa abrir mão da capacidade de mastigar, sorrir ou falar com conforto. Hoje existem alternativas que permitem recuperar essas funções e contribuir para um envelhecimento mais saudável, ativo e com mais qualidade de vida”, conclui.
A Oral Sin é a maior rede especializada em implantes dentários do Brasil e referência nacional em odontologia especializada em próteses e implantes. Fundada em 2004, em Arapongas (PR), a marca tem sede em Londrina (PR) e está presente em todo o Brasil, com 370 unidades distribuídas em todas as regiões do país. A rede realiza mais de 300 mil implantes dentários por ano e integra o ecossistema do Grupo SMZTO.

