A integração entre visão computacional e dados oceanográficos permite monitorar a formação de ondas em tempo real em dezenas de pontos da costa carioca.
A instabilidade típica da costa do Rio de Janeiro agora é monitorada por um sistema automatizado de captação e análise. A plataforma SurfConnect, idealizada pelo programador Lauro Souza, mestre em Ciência da Computação pela PUC-Rio, alcança a marca de dez anos operando com um ecossistema focado na interpretação de imagens.
Câmeras convencionais passam a funcionar como equipamentos inteligentes, capazes de transformar imagens em informações úteis para quem acompanha o mar.
O monitoramento contínuo é feito a partir de 34 câmeras posicionadas estrategicamente pela orla. Por meio do modelo Netuno AI, o software analisa as transmissões ao vivo para reconhecer padrões de ondulação, salvar trechos de sessões de treino e estruturar estatísticas de desempenho.

Cobertura costeira e cruzamento de dados
A tecnologia substitui a dependência de checagens presenciais ao integrar registros visuais a dados colhidos por boias marítimas e estações meteorológicas. Os dispositivos cobrem pontos tradicionais como Copacabana, Ipanema, Arpoador, Leblon, Leme, São Conrado, Barra, Recreio, Prainha, Macumba, Reserva e Geribá.
Além da leitura algorítmica de marés e correntes, o sistema disponibiliza o recurso Surf Album para arquivamento de sessões na nuvem e o Análise Pro, que combina relatórios técnicos elaborados por surfistas e oceanógrafos antes de deslocamentos até a orla.

