Em Lages, práticas que ajudaram a moldar a cultura campeira da Serra Catarinense continuam presentes entre o galpão, os campos, a mesa e a criação de animais.
A rotina de uma fazenda ainda organiza hábitos, sabores e atividades que atravessaram gerações na região. No Boqueirão Hotel Fazenda, a hospedagem convive com uma propriedade rural em funcionamento, onde seguem a produção agropecuária, a criação de animais e costumes ligados ao cotidiano serrano.
Localizado em Lages, o empreendimento ocupa uma área de quase 10 milhões de metros quadrados e pertence à mesma família desde 1896. Integrado às Fazendas EG, o espaço mantém plantações de soja, pasto, trigo e milho, além da criação e reprodução de gado Brangus e de cavalos Crioulos.
Do café servido no galpão ao pinhão da safra, a vida no campo continua definindo a experiência da propriedade.

O café camargo abre a manhã
Antes do café da manhã, o dia pode começar no galpão com o café camargo. Tradicional na cultura campeira, ele combina café preto e forte com leite recém-ordenhado, ainda quente, misturados diretamente na cuia ou no copo.
No Boqueirão, a bebida é servida às 7h30. O horário acompanha uma característica da rotina rural: acordar cedo. Nos dias mais frios, a manhã também permite observar o amanhecer e as geadas sobre os campos da fazenda.

A costela transforma o fogo em encontro
Aos sábados, antes do almoço, a costela campeira é preparada em frente ao açude. Assada na brasa, a carne integra a programação gastronômica da propriedade e mantém uma referência da culinária serrana.
O restaurante também serve café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, além de churrasco e outros preparos associados à gastronomia local.

Os Crioulos seguem pelos campos
A relação com os cavalos permanece na fazenda por meio da criação dos animais e das cavalgadas pelos campos. Historicamente associado aos deslocamentos e ao trabalho rural, o cavalo é um dos símbolos da cultura campeira da Serra Catarinense.
Os hóspedes podem observar os cavalos Crioulos e participar de cavalgadas com saídas a partir do galpão durante a semana e aos finais de semana. A atividade percorre áreas e paisagens da propriedade.

A produção rural não saiu de cena
Mesmo com a hotelaria como parte importante da propriedade, a atividade agropecuária continua ocorrendo paralelamente ao turismo. Além dos cavalos, há criação de gado e áreas destinadas às plantações de soja, trigo, milho e pastagens.
Uma das formas de aproximar visitantes dessa rotina é a visita à fazendinha. O passeio passa por uma área com animais da propriedade e pela horta que abastece o restaurante do hotel.
A atividade permite, especialmente às crianças que vivem em centros urbanos, observar de perto elementos ligados à produção, aos animais e à alimentação em uma propriedade rural.

O pinhão respeita o ritmo da safra
Ligado à paisagem das araucárias, o pinhão chega à mesa conforme o ciclo natural. Entre abril e julho, período indicado pelo hotel para a experiência, os hóspedes podem participar da colheita e da sapecada, além de provar pratos preparados com o ingrediente.
Em vez de estar disponível durante todo o ano, o pinhão acompanha a época de produção. A sazonalidade integra a tradição e orienta o conceito farm-to-table adotado pela propriedade.
Em funcionamento oficial como hotel desde 1990, o Boqueirão preservou parte da dinâmica rural ao desenvolver a hospedagem. A convivência entre hábitos campeiros, culinária tradicional, atividades agropecuárias e estrutura turística segue definindo o cotidiano do local.

Serviço
- Boqueirão Hotel Fazenda
- BR 282, Km 228 – Boqueirão, Lages – SC
- (49) 99131-0550
- Informações: boqueiraohotelfazenda.com.br

