A distribuição dos feriados nacionais remodelou a dinâmica do turismo e fragmentou o planejamento de viagens em três ciclos específicos até o fim do ano.
O fluxo de viajantes para o segundo semestre de 2026 revela um padrão de consumo orientado diretamente pela duração das folgas no calendário. Em vez de concentrar o descanso em uma única época, o público passou a intercalar deslocamentos rápidos, pausas intermediárias na primavera e estadias longas na virada de ano, segundo dados analisados pela Decolar.
Hoje, o consumidor busca experiências que façam sentido para cada momento da vida. Em alguns casos, é uma viagem curta para descansar; em outros, uma viagem mais longa em família.
O diretor Comercial de Produtos em Destino da empresa, Roberto Rizo-Patrón, destaca que a antecedência da reserva varia conforme o tempo de estadia. Entre julho e setembro, o público prioriza roteiros de curta duração, decididos em cima da hora para aproveitar feriados pontuais como o de 7 de setembro ou fins de semana comuns em cidades próximas ao ponto de partida.
A virada da primavera e as pausas prolongadas
A dinâmica muda a partir de outubro com a sequência de datas comemorativas nacionais, englobando Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Finados (2 de novembro) e Proclamação da República (15 de novembro). O intervalo favorece roteiros de quatro a sete dias, direcionando o fluxo para resorts, praias e refúgios na natureza com maior antecedência de compra.
Na reta final do semestre, as férias escolares somadas ao Natal e ao Réveillon concentram as viagens com mais de uma semana de permanência. Nesse estágio, o perfil de consumo torna-se mais complexo, combinando pacotes de hospedagem, passagens aéreas, locação de veículos e passeios em uma única compra.
Quando uma pessoa decide viajar, ela não movimenta apenas a hotelaria. Ela descobre novos destinos, desfruta da gastronomia local, visita atrações, utiliza serviços e impulsiona a economia da região.
Destinos favoritos conforme o tempo de estadia
A distância percorrida pelo viajante varia diretamente conforme a quantidade de dias livres, definindo diferentes polos de atração no Brasil e no exterior:
- Viagens curtas (1 a 3 dias): Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Gramado, Salvador, Porto de Galinhas, Campinas, Campos do Jordão, Olímpia, Buenos Aires e Santiago.
- Viagens médias (4 a 7 dias): Natal, Maceió e Porto Seguro.
- Viagens longas (acima de 7 dias): Maceió, Natal, João Pessoa, Orlando, Santiago, Nova York e Punta Cana.
O levantamento comparativo entre os primeiros semestres de 2025 e 2026 confirma que as viagens curtas e frequentes deixaram de ser exceção e consolidaram a busca por acomodações como o elemento central no planejamento das folgas.

