Mais de 3 mil inscrições e 643 matrículas: a quadra da Mangueira virou campus universitário com bolsas integrais para moradores da comunidade.
A quadra da Estação Primeira de Mangueira, símbolo centenário da cultura popular carioca, ganhou uma nova função. O Polo Mangueira do Centro Universitário Celso Lisboa recebeu mais de 3 mil inscrições para cursos de graduação com bolsas integrais destinadas a moradores do Morro da Mangueira e adjacências. Em pouco tempo, 643 matrículas já foram concluídas.
Os números revelam uma demanda represada por décadas. O curso de Administração lidera as escolhas, com 153 matriculados. Na sequência aparecem Gestão de Recursos Humanos (98), Gestão Pública (46) e Gestão de Saúde Pública e Logística (40), além de outras áreas do conhecimento distribuídas entre mais de 20 opções disponíveis.
Um vestibular social dentro do território
O projeto funciona como um vestibular social estruturado: gratuito, com processo seletivo claro e critérios objetivos que combinam desempenho e análise socioeconômica. Não há sorteio, não há pagamento. As bolsas são integrais — 100% durante todo o curso — e vinculadas à trajetória acadêmica de cada estudante.
Para Rodolfo Bertolini, CEO do Centro Universitário Celso Lisboa, a parceria com a Mangueira representa mais do que expansão de vagas. “O objetivo é aproximar oportunidades de quem, muitas vezes, não teria esse acesso de forma facilitada. As bolsas são integrais, pessoais e vinculadas à trajetória acadêmica do estudante, reforçando o compromisso com a formação completa”, explica Bertolini.
Educação que não exige deslocamento
O Polo funciona como um centro de estudos com apoio presencial, tecnologia e acompanhamento acadêmico. O modelo híbrido foi pensado para fortalecer a permanência dos estudantes: a formação digital ganha corpo físico dentro da própria comunidade, eliminando uma das maiores barreiras históricas ao ensino superior — a distância geográfica e simbólica.
Guanayra Firmino, presidenta da Mangueira, resume o significado da iniciativa com precisão: “Pela primeira vez, a universidade atravessa os muros formais e se insere diretamente no coração da comunidade, transformando um espaço simbólico da cultura em um ambiente de formação acadêmica. Não se trata de uma ação pontual, mas de um modelo estruturado que conecta educação, território e desenvolvimento.”
Mais do que oferecer vagas, o Polo Mangueira inaugura uma nova lógica. A educação superior deixa de ser um deslocamento e passa a acontecer dentro do território. Cultura, educação e desenvolvimento se encontram no mesmo espaço, criando uma política transversal que articula conhecimento, identidade e oportunidade.
Guanayra Firmino, presidenta da Mangueira
Vanguarda além do samba
A Mangueira já protagonizou enredos que questionaram a história oficial do Brasil. Agora, reafirma sua vocação de vanguarda por outro caminho: integrando formação acadêmica, geração de renda e construção de futuro dentro do próprio território.
“Esse movimento não é apenas a abertura de cursos, é a materialização de uma ideia potente. Quando a universidade chega à comunidade, o futuro também chega junto”, finaliza Guanayra Firmino.
Serviço
- Projeto: Polo Mangueira — Centro Universitário Celso Lisboa
- Local: Quadra da Estação Primeira de Mangueira, Rio de Janeiro (RJ)
- Cursos disponíveis: mais de 20 graduações nas áreas de Administração, Tecnologia da Informação, Gestão, Comunicação, Saúde e Negócios
- Bolsas: integrais (100%), gratuitas, vinculadas à trajetória acadêmica
- Seleção: desempenho + análise socioeconômica, sem sorteio e sem pagamento
- Inscrições realizadas: mais de 3 mil
- Matrículas confirmadas: 643





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