A OSB traz ao Teatro Carlos Gomes a história de Fanny e Felix Mendelssohn — dois prodígios que transformaram a música clássica antes mesmo de crescer.
Quando Felix Mendelssohn tinha apenas doze anos, já escrevia sinfonias para serem tocadas nos saraus que a família organizava aos domingos em casa. Não eram exercícios escolares: eram obras de rara inventividade, que revelavam um talento fora do comum. No dia 17 de maio, a Orquestra Sinfônica Brasileira celebra esse legado — e o de sua irmã Fanny — no espetáculo “Os Pequenos Fanny e Felix Mendelssohn”, dentro da série Concertos para a Juventude.
O concerto acontece no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, a partir das 11h. A regência é do maestro Matheus Carneiro, e a narração fica com Elber Ramos, que conduz o público — especialmente crianças e jovens — pela história dos dois irmãos.
Dois prodígios, uma história comum
Não fazia vinte anos que Mozart havia falecido quando, em 1809, em Hamburgo, nascia Felix Mendelssohn. O paralelo com o austríaco não é por acaso: assim como Mozart, Felix tinha uma irmã mais velha de imenso talento. Fanny Mendelssohn não apenas foi peça central no desenvolvimento artístico do irmão como também construiu uma carreira própria como compositora, deixando mais de quatrocentas obras para a posteridade.
A história dos dois é marcada por uma cumplicidade rara. As primeiras sinfonias de Felix foram escritas justamente para os concertos privados da família, onde Fanny também se apresentava. Era um ambiente de criação coletiva, de troca constante — e esse espírito está no centro do que a OSB quer mostrar ao público neste domingo.
Um programa construído como um diálogo
A estrutura do concerto foi pensada para intercalar as obras dos dois irmãos, criando uma espécie de conversa musical através do tempo. O programa abre com a Sinfonia para Cordas nº 1 em Dó Maior de Felix, composta aos doze anos, e segue com o “Andante” da Sinfonia nº 2 em Ré Maior — delicado e elegante, escrito logo na sequência.
A obra de Fanny entra em cena com o Quarteto de Cordas em Mi bemol Maior, peça da maturidade da compositora, apresentada em versão para orquestra de cordas. Três movimentos serão distribuídos ao longo do concerto: o “Allegretto”, leve e dançante; o “Adagio ma non troppo”, lento e profundo; e a “Romanze”, descrita pelos próprios intérpretes como um dos momentos mais comoventes da tarde.
Entre os movimentos de Fanny, Felix retorna ao palco com o primeiro movimento da Sinfonia nº 7 em Ré Menor — uma obra que já demonstra ambição muito maior do que as primeiras composições. O espetáculo se encerra com o “Allegro molto” da Sinfonia nº 12 em Sol Menor, escrita por Felix aos catorze anos. Pirotécnico e vibrante, o movimento funciona como uma despedida daquela fase extraordinária da sua produção.
OSB e a democratização da música clássica
Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira completa 85 anos de trajetória ininterrupta em 2025. Ao longo desse período, foi pioneira em turnês pelo Brasil e pelo exterior, em apresentações ao ar livre e em projetos de formação de plateia. Atualmente, a OSB reúne mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros e mantém uma programação regular que inclui concertos, projetos de educação musical e iniciativas de democratização cultural.
Os Concertos para a Juventude são uma das marcas dessa vocação educativa. Com ingressos acessíveis e narrativa conduzida ao vivo, os espetáculos aproximam gerações mais jovens do repertório erudito de forma envolvente e sem barreiras.
Serviço
- Concertos para a Juventude | Os Pequenos Fanny e Felix Mendelssohn
- Data: 17 de maio de 2026 (domingo), às 11h
- Local: Teatro Carlos Gomes — Praça Tiradentes s/nº, Centro, Rio de Janeiro – RJ
- Ingressos: R$10,00 (R$5,00 meia-entrada)
- Regência: Maestro Matheus Carneiro
- Narração: Elber Ramos





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