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Restauro do Museu da Justiça renova fachadas em centenário

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O restauro do Museu da Justiça recuperou mais de 8.800 metros quadrados de fachadas no Centro do Rio de Janeiro, devolvendo a arquitetura original do prédio centenário que marcou a história do Judiciário brasileiro.

A conclusão dos trabalhos de recuperação das superfícies externas e do pátio interno coincide com a celebração dos 100 anos da edificação. A entrega oficial das obras ocorre nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, às 11h, em cerimônia no antigo Palácio da Justiça. Conduzida pela empresa Concrejato, a intervenção abrangeu as quatro fachadas externas e as quatro fachadas internas do edifício de seis pavimentos, preservando a identidade visual da construção histórica.

Restauro do Museu da Justiça renova fachadas em centenário
Foto: Alexandre Vidal/Concrejato

Detalhes ornamentais do Museu da Justiça

Iniciada em 21 de novembro de 2024 e finalizada em 5 de novembro de 2026, a obra exigiu cuidado técnico na recuperação dos elementos decorativos de argamassa. Foram restaurados itens como colunas, capitéis, frontões, mísulas, cornijas, frisos, molduras, cartelas, arabescos e ornamentos florais, além dos grandes arcos de entrada e dos elementos escultóricos que compõem o coroamento do prédio. A intervenção também restaurou a base original de granito preto e manteve a composição visual em tons de cinza e dourado, sob acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Restaurar um edifício com a importância histórica e arquitetônica do antigo Palácio da Justiça é uma responsabilidade enorme. Estamos falando de um patrimônio que atravessou um século e que reúne não apenas a memória do Judiciário, mas também parte importante da história do Rio de Janeiro e do Brasil.

A avaliação é de Janaina Genaro, superintendente de Obras de Edificações e Transportes da Concrejato, que destaca o empenho em respeitar a construção original de 1926 com soluções adequadas para a preservação de longo prazo. Durante todo o período das obras, o museu manteve suas atividades normalmente.

Restauro do Museu da Justiça renova fachadas em centenário
Foto: Alexandre Vidal/Concrejato

Memória cultural no antigo Palácio da Justiça

Construído para abrigar a sede da Corte de Apelação do então Distrito Federal, o imóvel sediou a instituição por cinco décadas até passar a abrigar o Tribunal de Alçada Criminal (Tacrim). Em 2004, após a extinção do tribunal, o espaço situado no Centro do Rio de Janeiro passou a receber equipamentos culturais e administrativos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), incluindo a Escola de Administração Judiciária e o Centro Cultural do Poder Judiciário.

O prédio também guarda episódios de relevante impacto histórico. Em 1940, o então presidente Getúlio Vargas assinou no local o decreto-lei que instituiu o Código Penal brasileiro. Além disso, a edificação foi palco de julgamentos marcantes de repercussão nacional, como os processos relativos à Chacina da Candelária e aos assassinatos da atriz Daniella Perez e do jornalista Tim Lopes.

Atualmente, a instituição reúne mais de 5 mil peças em seu acervo — entre documentos históricos, processos judiciais, pinturas e mobiliário —, promovendo exposições e atividades culturais gratuitas voltadas para a população.

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Foto: Alexandre Vidal/Concrejato

Serviço


Restauro do Museu da Justiça renova fachadas em centenário
Foto: Alexandre Vidal/Concrejato
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Foto: Alexandre Vidal/Concrejato
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