Um crime e um segredo na Catedral de Toledo guiam o primeiro romance adulto de Chris Cidade Dias, que mistura arte, memória e tensão.
A Mulher que Ouvia os Quadros marca a estreia de Chris Cidade Dias na ficção adulta e apresenta uma narrativa construída a partir de tensão psicológica, arte e memória. Ambientado na cidade espanhola de Toledo, o romance mergulha o leitor em um universo onde silêncio e revelação caminham lado a lado.
A história acompanha um grupo de mulheres frequentadoras da Catedral local, conectadas por um segredo que começa a se revelar após um crime. A partir desse ponto, a trama se desdobra em camadas, explorando emoções contidas, lembranças fragmentadas e relações complexas.
A Mulher que Ouvia os Quadros e sua trama sensorial
No centro da narrativa está Clarissa, uma personagem que se encontra presa e que passa a desenvolver uma habilidade incomum: ela consegue “ouvir” quadros. Esse recurso narrativo transforma obras visuais em experiências sensoriais, misturando cores, sons e sentimentos.
Segundo a autora, a ideia surgiu do encontro entre arte, literatura e memória. A escolha por esse elemento simbólico amplia a dimensão emocional da narrativa, permitindo que o leitor acesse as camadas internas da protagonista de forma mais profunda.
“A história nasce do encontro entre arte, memória e literatura e se desenrola dentro de uma cela, onde a personagem Clarissa, presa, passa a ‘ouvir’ quadros, recurso que mistura cores, imagens e sensações para revelar suas camadas emocionais”
Assim, A Mulher que Ouvia os Quadros se constrói não apenas como um romance de mistério, mas também como uma investigação sensível sobre percepção e subjetividade.
Uma nova fase na carreira de Chris Cidade Dias
Reconhecida nacionalmente por sua produção na literatura infantil, Chris Cidade Dias soma mais de 50 obras publicadas e ultrapassa a marca de 500 mil exemplares vendidos. Sua trajetória inclui prêmios relevantes como o Açorianos de Literatura, o Viva Leitura e o Prêmio Panvel.
Agora, ao estrear na ficção adulta, a autora demonstra maturidade narrativa e domínio de linguagem. A mudança de público não significa ruptura, mas sim expansão de repertório, mantendo a sensibilidade que marca sua escrita.
Além disso, a relação com a Espanha teve papel fundamental na construção do romance. Foi durante uma visita a Toledo, há cerca de sete anos, que surgiu a ideia inicial da história. Desde então, a autora retornou à cidade diversas vezes, aprofundando referências e detalhes que compõem o cenário do livro.
Edição e expectativa do mercado
Publicado pela Casa de Astérion, o livro também chama atenção pelo cuidado editorial. O editor Rafael Bassi destaca a qualidade da obra e a experiência da autora como elementos centrais para o resultado final.
“Estou muito feliz com o resultado que nós conseguimos com a edição do livro e tenho certeza de que o leitor terá a mesma alegria com o livro da Chris: a certeza de quem tem em mãos uma literatura de alta qualidade”
Com apenas 112 páginas, A Mulher que Ouvia os Quadros aposta em uma narrativa concisa, porém intensa, capaz de envolver o leitor rapidamente e conduzi-lo por um percurso emocional denso.
Ao mesmo tempo, o livro dialoga com temas universais, como culpa, memória e percepção, o que amplia seu alcance para além do público tradicional da autora.
Sobre a autora
Chris Cidade Dias construiu uma carreira sólida na literatura infantil brasileira, com reconhecimento dentro e fora do país. Seu livro “Então quem é” integrou o Catálogo de Bolonha, reforçando sua projeção internacional.
Além da produção literária, a autora também atua em iniciativas culturais e educacionais. Entre elas está a Kombina, uma kombi artística que percorre o Rio Grande do Sul promovendo encontros literários e experiências criativas.
Com A Mulher que Ouvia os Quadros, Chris inaugura um novo capítulo em sua trajetória, ampliando seu público e explorando novas possibilidades narrativas sem abrir mão da sensibilidade que define sua escrita.
Serviço
- Título: A Mulher que ouvia os Quadros
- ISBN: 978-65-83984-05-0
- Edição e design gráfico: Casa de Astérion/ Maria Williane
- Ano da edição: 2026
- Idioma: Português
- Número de páginas: 112
- País de origem: Brasil
- Preço: R$ 66,00
- Medidas: 14 x 21 cm
- Edição: 1
- Onde encontrar: https://casadeasterion.com/

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