Com conceito “O Brasil sempre esteve aqui”, terceiro uniforme do Bahia estreou com vitória por 2 a 1 e levou nomes de povos indígenas nas costas dos jogadores.
O Esporte Clube Bahia entrou em campo nesta segunda-feira (14) pela primeira vez com o terceiro uniforme da temporada 2026. A peça, produzida pela PUMA em parceria com a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (FINPAT), usou tecido de alta performance desenvolvido pela Diklatex, em Joinville (SC).
“A camisa de futebol precisa reunir identidade e desempenho. Por trás da estética existe uma engenharia que considera leveza, respirabilidade, gerenciamento da umidade, resistência e comportamento do tecido durante o movimento.”
O confronto contra o Remo, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcou a estreia oficial do modelo na Arena Fonte Nova, em Salvador. O Bahia venceu por dois gols a um e consolidou a nova camisa como parte de uma campanha que une cultura, performance e sustentabilidade.

Estampa inspirada nos colares Pataxó
A estampa em tom sobre tom foi criada a partir dos colares Pataxó. O azul remete às águas e ao Oceano Atlântico, enquanto os detalhes dourados fazem referência ao Tawá — o barro — e às riquezas da terra. A combinação traduz símbolos dos povos originários em linguagem visual aplicada ao futebol profissional.
Além da identidade cultural, a camisa aposta em materiais sustentáveis: é confeccionada em poliéster reciclado e incorpora tecnologias voltadas ao gerenciamento da umidade e ao conforto durante a prática esportiva.
Engenharia têxtil catarinense em campo
Para a Diklatex, participar do desenvolvimento de peças usadas no futebol de elite significa levar a engenharia têxtil de Santa Catarina a grandes palcos do esporte nacional. Eduardo Habitzreuter, gerente de engenharia, inovação e qualidade da empresa, reforça que o projeto une estética e funcionalidade.
Tecidos da Diklatex já equiparam uniformes de clubes como Flamengo, Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, Internacional, Fortaleza e Botafogo, além de equipes sul-americanas e seleções nacionais. No futebol, a escolha do tecido impacta diretamente ventilação, secagem, peso, mobilidade e resistência — fatores decisivos em alto rendimento.

Homenagem em campo e campanha com crianças indígenas
Na partida contra o Remo, os jogadores do Bahia usaram, nas costas da camisa, nomes de povos indígenas da Bahia. A ação integrou a campanha construída pelo clube, pela PUMA e pela FINPAT. Antes do apito inicial, atletas entraram em campo acompanhados por crianças indígenas, reforçando o protagonismo dos povos originários na narrativa do uniforme.
Serviço
- Estreia: Bahia 2 a 1 Remo, 27ª rodada do Brasileirão, na Arena Fonte Nova, Salvador
- Parcerias: PUMA, FINPAT e Diklatex (Joinville/SC)
- Conceito: “O Brasil sempre esteve aqui”
- Material: poliéster reciclado com tecnologias de gerenciamento de umidade
- Campanha: nomes de povos indígenas nas costas e entrada com crianças indígenas
