O Samba do Arco recebe Maíra Freitas no dia 17 de agosto de 2026, às 17h, em uma apresentação gratuita no Viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte, marcada pelo encontro entre o samba, o piano erudito, o jazz e a ancestralidade afro-brasileira.
No palco do Samba do Arco, o foco estará na trajetória de uma artista que se construiu entre mundos distintos. De um lado, a formação clássica e o universo das orquestras. De outro, o samba, a cultura afro-brasileira e a experimentação rítmica.
Filha do cantor e compositor Martinho da Vila, Maíra Freitas também é conhecida como Ifátókí e iniciou a relação com o piano ainda na infância. Aos sete anos de idade, começou os estudos que mais tarde se tornariam base de uma carreira com forte presença no repertório erudito.
Formada em piano pela Escola de Música da UFRJ, ela manteve-se ligada de forma intensa à música clássica até meados de 2010. Nesse período, sua atuação se concentrou em concursos, apresentações com orquestras e participações em master classes.
A passagem de Maíra pelo Samba do Arco reforça a ideia de que o samba pode dialogar com o piano erudito, o jazz e a ancestralidade sem perder sua força popular.
Nessa fase, a pianista conquistou prêmios no Brasil e no exterior, ampliando o repertório técnico e artístico. As experiências em cursos e master classes contribuíram para a construção de uma linguagem própria, que mais tarde seria colocada em diálogo com o samba.
Da música clássica ao samba e à ancestralidade
Com o tempo, Maíra Freitas passou a incorporar novas referências à sua identidade musical. A formação erudita e jazzística começou a se aproximar do samba e das raízes da cultura afro-brasileira, em um processo de expansão estética.
O resultado é uma sonoridade que transita entre o piano clássico, o jazz, o samba e a ancestralidade africana, estabelecendo pontes entre tradição e contemporaneidade. Essa combinação se tornou marca de sua atuação como cantora, pianista, compositora e produtora musical.
A discografia como retrato da trajetória
A discografia de Maíra Freitas acompanha diferentes momentos desse percurso. Em 2011, ela lançou o álbum “Maira Freitas”, que registra uma fase inicial dessa transição entre o repertório clássico e novas influências.
Em 2015, veio “Piano Batucada”, trabalho que aproxima o piano de sua formação clássica da linguagem rítmica e percussiva do samba. A proposta tensiona limites entre o instrumento tradicionalmente associado à música erudita e a pulsação do terreiro, da roda e da rua.
Já em 2023, o álbum “Aye Orum” aprofunda a relação da artista com a ancestralidade e a cultura afro-brasileira. A obra reforça a dimensão espiritual e histórica dessa ligação e amplia o diálogo entre música, identidade e memória.
Samba do Arco como espaço de encontros
A participação de Maíra Freitas no Samba do Arco dialoga com a proposta do espaço de valorizar o samba em suas múltiplas expressões. A programação aposta em encontros entre diferentes gerações, trajetórias e linguagens da música brasileira.
Ao reunir uma artista com formação erudita, experiência em jazz e produção voltada para a cultura afro-brasileira, o Samba do Arco reforça o caráter aberto do gênero. O samba aparece como território de experimentação, sem perder o vínculo com suas raízes.
A apresentação marcada para 17 de agosto de 2026, às 17h, no Viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte, se insere nessa lógica de cruzar caminhos. A entrada gratuita contribui para ampliar o acesso e aproximar diferentes públicos desse encontro musical.
Serviço
- Samba do Arco recebe Maíra Freitas
- Data: 17 de agosto de 2026 (segunda-feira)
- Horário: 17 horas
- Local: Viaduto Santa Tereza – Belo Horizonte
- Entrada gratuita
- Assista: https://www.youtube.com/mairafreitas

