Ao abrir novas unidades, o Grupo Vilarejo aposta em promoções internas e formação dirigida para levar seu “jeito de atender” adiante e preservar a experiência do hóspede.
O Grupo Vilarejo, administração familiar em sua terceira geração, decidiu que o crescimento não pode romper o que construiu ao longo de mais de 40 anos: um atendimento pautado no acolhimento e na criação de vínculos com os hóspedes — o chamado “jeito Vilarejo de atender”. Em vez de importar gestores de fora, a rede estruturou um plano de expansão apoiado na formação de lideranças internas, transformando promoções esporádicas em um processo contínuo e alinhado à estratégia de negócios.
Tornar a cultura transferível
A premissa do grupo é clara: cultura não se transfere apenas por manuais e processos, mas por pessoas que vivem o dia a dia da operação. Por isso, cargos estratégicos nas novas frentes do negócio têm sido destinados, preferencialmente, a colaboradores que já conhecem o padrão de atendimento e a lógica de relacionamento com o hóspede. A expectativa é que uma parcela relevante das vagas de gestão nas próximas unidades seja preenchida por profissionais internos, na avaliação do CEO João Mello.
“Levar pessoas que já vivem a nossa cultura é a forma mais consistente de crescer sem perder a essência. Ao mesmo tempo, isso abre espaço para que novas lideranças também se desenvolvam dentro da operação”, afirma João Mello.
Trajetórias que viram gestão
O modelo tem se materializado em trajetórias longas e multidisciplinares. Um caso emblemático é o de Paulo Marcelo Garcia, gerente geral do Hotel Fazenda Vilarejo. Natural de Valença (RJ), Paulo entrou em 2003 como auxiliar de garçom e passou por restaurante, recepção, cozinha, manutenção, almoxarifado e compras. Participou de treinamentos internos e buscou formação contínua, avançando para posições de liderança.
Para Paulo, o diferencial está no acompanhamento focado em necessidades específicas, com treinamentos e mentorias orientados por lacunas identificadas ao longo da trajetória, e não em programas generalistas.
Angélica Oliveira, gerente de Hospedagem do Vilarejo Praia, também saiu da operação para a gestão. Contratada em 2009 como prestadora em recreação, passou por camareira e recepção antes de assumir a gerência. Em paralelo, cursa graduação em Hotelaria e participou de diversos programas internos de capacitação.
Histórias semelhantes aparecem em setores como parque aquático, manutenção e hospedagem. Danilo dos Anjos, supervisor do Parque Aquático do Vilarejo Praia, chegou em 2016 e circulou por manutenção, eventos, copa, recepção e restaurante antes de assumir a supervisão. Luciene Gama migrou da recreação para a gerência de hospedagem; Marcondes Lima escalou funções técnicas até chefiar a manutenção — todos passaram por formações internas e cursos técnicos.
Impacto para RH e expansão
O movimento do Vilarejo reforça uma tendência cada vez mais discutida em Recursos Humanos: expansão sustentável depende de trajetórias internas, reconhecimento de talentos e ambientes que habilitem desenvolvimento contínuo. Para a rede, isso se traduz em planejamento, estratégia e execução ancorados em pessoas — uma forma de garantir coerência entre o que é definido em nível estratégico e o que efetivamente chega ao hóspede.
Além da hotelaria, o Grupo Vilarejo reúne a maior rede de acabamentos do interior do estado, presença em oito cidades estratégicas, uma fábrica de laticínios e um alambique em Conservatória. A companhia emprega mais de 900 colaboradores diretos.
Serviço
- Empresa: Grupo Vilarejo
- Atuação: rede de hotéis, acabamentos, laticínios, alambique
- Colaboradores: mais de 900
- Região: interior do estado (presença em oito cidades)


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