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Serra Catarinense rompe limite do frio e atrai o ano todo

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Hotéis-fazenda, pousadas rurais e roteiros de natureza consolidam a Serra Catarinense como um polo de experiências contínuas, provando que o território vai muito além do inverno e da busca por neve.

Campos de altitude, cânions profundos, araucárias centenárias e vinhedos desenham uma região que atrai visitantes durante os 12 meses do ano. As temperaturas negativas e a geada continuam como marcas registradas do período mais frio, mas o calendário turístico ganha fôlego renovado quando a primavera traz novas cores e o verão transforma cachoeiras, rios, trilhas e rotas de cicloturismo em atrações centrais.

Da neve às cachoeiras, dos vinhos de altitude às cavalgadas: Serra Catarinense amplia oferta e mostra que seus atrativos vão muito além da temporada de frio.

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Foto: Divulgação

O protagonismo da vida no campo

O segmento de turismo rural lidera essa expansão de público ao conectar os visitantes à rotina campestre, à memória das tropas e às paisagens preservadas. Propriedades estruturadas em municípios como Lages, Bom Jardim da Serra, Capão Alto e Urubici sustentam uma rede de acomodações que substitui a impessoalidade urbana pelo contato direto com a terra.

A cartela de hospedagens de campo inclui o Boqueirão Hotel Fazenda & Resort de Campo, em Lages; o Rio do Rastro Eco Resort, o Hotel Fazenda Rota dos Cânions e a Fazenda Santa Rita Turismo Rural, situados em Bom Jardim da Serra; além do Cerro Azul Hotel Fazenda, em Capão Alto, e do Hotel Fazenda Serra do Panelão, em Urubici. A rota reúne também opções como o Hotel Fazenda do Barreiro, na divisa entre Urupema e Painel, a Pousada Rural Vista Alegre, a Serra Bela Eco Pousada, a Pousada Serra Catarinense, em São Joaquim, a Fazenda Gralha Azul, em Ponte Alta, e a Pousada Paraíso do Salto.

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Foto: Divulgação

Mosaico de montanhas e patrimônio tropeiro

A grandiosidade geográfica funciona como âncora para roteiros múltiplos em um mesmo território. Na região de Lages, a Coxilha Rica desponta como símbolo de história e rota tropeira, enquanto os vales e escarpados da Serra do Rio do Rastro oferecem suporte tanto para a contemplação quanto para o turismo de aventura em diferentes níveis de dificuldade.

No outono, o clima ameno abre espaço para passeios a cavalo, caminhadas ao ar livre e descanso nas fazendas históricas, estabelecendo um ritmo próprio de viagem que integra contemplação e vivência comunitária.

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Foto: Divulgação

Riqueza gastronômica com selo de origem

A mesa serrana caminha lado a lado com a paisagem natural. Cortes tradicionais de carne, queijos coloniais, pinhão e frutas adaptadas ao frio dividem a mesa com a produção vinícola que deu visibilidade ao planalto por meio dos vinhos finos de altitude.

Esse ecossistema produtivo apoia-se em cinco Indicações Geográficas reconhecidas que certificam a identidade e a procedência regional:

A consolidação como um polo de quatro estações aquece a cadeia produtiva local, movimentando simultaneamente guias, transportadores, vinícolas, artesãos, agricultores familiares e o setor de hotelaria sem a dependência exclusiva do termômetro negativo.


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Foto: Divulgação
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