O Pier Mauá se transforma, a partir desta quinta-feira (11), em uma vitrine viva da produção coletiva brasileira com a chegada da Feira Nacional de Economia Solidária. Gratuita e aberta ao público, a iniciativa reúne cerca de 250 empreendimentos de diferentes regiões do país, ocupando o espaço com uma diversidade que vai do artesanato à gastronomia, passando por moda, cultura e inovação social.
Integrando a programação do I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, a feira segue até domingo (14), convidando cariocas e turistas a circularem entre os estandes e conhecerem produtos que carregam histórias, territórios e modos de produção baseados na cooperação e na inclusão.
Diversidade de produtos e culturas
Quem passa pelo espaço encontra uma ampla variedade de itens: tapeçarias, biojoias, cerâmicas, vestimentas, bebidas artesanais, costura criativa, bolsas e outros artigos produzidos dentro da lógica da economia solidária. Cada estande representa não apenas um produto, mas também um modo de organização coletiva e sustentável.
A presença de empreendimentos de diferentes estados amplia ainda mais a experiência, criando um ambiente onde culturas se cruzam e o público pode experimentar sabores e estéticas de diversas partes do Brasil em um único passeio.
Economia solidária em evidência
Para Celecina Rodrigues, Coordenadora Estadual do Programa Paul Singer, a feira revela a força e a capilaridade da economia solidária. Segundo ela, a diversidade de participantes e territórios representados evidencia o potencial do setor.
“A diversidade, a capilaridade dessa feira é algo fantástico, porque temos artesanato de 31 municípios do Rio de Janeiro, nós temos umas comidas maravilhosas, e temos a presença de vários outros estados que trazem a sua cultura, a sua arte.”
Celecina também destaca o impacto simbólico e econômico do evento. Nascida na Rocinha, ela reforça a importância de criar espaços de comercialização que ampliem as oportunidades para produtores, especialmente mulheres negras, periféricas e pessoas com mais de 50 anos.
“É necessário que a gente venha fortalecer espaços de comercialização. Porque se existe uma produção de mulheres negras, periféricas, 50+, nós precisamos buscar também um escoamento.”
Programação vai além da feira
A feira é apenas uma das frentes do festival, que reúne mais de vinte atividades ao longo dos dias. A programação inclui mesas de debate, painéis, encontros e oficinas voltadas à geração de renda, inclusão produtiva e fortalecimento da economia solidária no país.
Participam das atividades gestores públicos, lideranças de movimentos sociais, redes nacionais e organismos internacionais, ampliando o diálogo sobre políticas públicas e caminhos para o desenvolvimento sustentável.
As inscrições para as atividades seguem abertas pela plataforma Sympla, no endereço:
https://www.sympla.com.br/evento/i-festival-nacional-de-economia-popular-e-solidaria/3425371
Articulação nacional e apoio institucional
O festival é resultado de uma articulação entre diferentes instituições comprometidas com o fortalecimento da economia solidária no Brasil. A realização envolve a Prefeitura Rio Economia Solidária, UNISOL Brasil, Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Instituto Paul Singer e Instituto Reinventando Futuros.
A produção é assinada pela Pro Bono Brasil e LB Cultura Circular, com apoio da Petrobras e patrocínio de entidades como SEBRAE, Fundação BB, BNDES, Instituto Federal São Paulo, Alimento no Prato, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ministério do Trabalho e Emprego e Governo do Brasil.
Serviço
- Feira de expositores – I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária
- Quando: 11 a 14 de junho
- Dias e horários: de quinta a sábado, das 10h às 20h / domingo, das 9h às 12h
- Onde: Pier Mauá – Av. Rodrigues Alves, 10 – Praça Mauá, Rio de Janeiro
- Gratuito








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