Peças antes secundárias passam a liderar o visual e redefinem a forma de montar looks no dia a dia.
Bolsas de ráfia, chapéus de aba larga e viseiras deixaram de ser itens restritos a viagens e momentos de lazer. No cenário atual, esses acessórios ocupam um papel central no guarda-roupa, acompanhando uma mudança no comportamento de consumo e na forma de construir estilo.
Segundo Karine Strapazzon, especialista em modelagem e fundadora da Arsie, a busca por versatilidade impulsiona essa transformação. Em vez de acumular roupas, cresce o interesse por peças capazes de alterar completamente a proposta de um look.
As pessoas têm buscado um guarda-roupa mais inteligente, com acessórios que mudam completamente a proposta da produção.
Quando a bolsa deixa de ser coadjuvante
Modelos em fibras naturais, tecidos texturizados, sarja e nylon passaram a circular além do litoral. Combinadas a jeans, vestidos ou alfaiataria, essas bolsas criam contraste e adicionam personalidade ao visual.
Para Karine Strapazzon, o acessório muitas vezes define a produção. A textura e o material funcionam como ponto de destaque, especialmente em looks mais básicos.
O chapéu entra na rotina urbana
O chapéu de aba larga ultrapassou o uso sazonal e passou a aparecer em passeios, eventos ao ar livre e compromissos informais. Em cores neutras e materiais naturais, equilibra estética e funcionalidade.
Além da proteção solar, ele cria presença imediata no visual sem exigir combinações complexas.
O boné quebra a formalidade
Impulsionado pela moda casual, o boné se integra a produções mais amplas. Surge ao lado de vestidos, conjuntos de linho e peças de alfaiataria, criando um contraste entre o clássico e o esportivo.
A mistura de estilos reforça uma estética mais descontraída e urbana, característica do momento atual.
A viseira retorna com novo olhar
Antes associada ao esporte, a viseira reaparece em versões mais minimalistas. O acessório ganha espaço em viagens, clubes e passeios diurnos, mantendo a proteção solar sem interferir no penteado.
A funcionalidade se torna um critério decisivo, alinhada à estética do restante da produção.
Menos excesso, mais intenção
A lógica atual se distancia do excesso de elementos chamativos. Um único acessório bem escolhido — seja uma bolsa, um chapéu ou um boné — é suficiente para transformar o look.
Para Karine Strapazzon, o resultado depende do equilíbrio entre cores, texturas e proporções. Mais do que seguir tendências, o protagonismo dos acessórios reflete uma forma mais prática e consciente de consumir moda.

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