O trio mineiro Manacá da Serra lança o álbum “Deja Vu”, disco de 9 faixas que atravessa décadas de forró e traz uma homenagem à voz de um dos maiores nomes da música nordestina, Dominguinhos.
Ouça aqui “Deja Vu”: https://ditto.fm/deja-vu-manaca-da-serra
Um sentimento que já foi vivido
O nome do álbum vem da primeira das nove faixas que compõem o trabalho, já disponível nas plataformas digitais. “Deja Vu” nasce de uma mistura de emoções que entrelaça um pseudo sonho, um desejo de déjà vu, com um sentimento real de déjà vu em relação à música e ao forró — presença constante no inconsciente do público, que relampeja como memória de momentos já vividos e que ainda virão.
São 8 faixas autorais, sendo 6 inéditas e 2 regravações, além de uma faixa de autoria de um parceiro histórico da trajetória do grupo. O disco foi gravado em uma conexão inédita para o Manacá da Serra: a parceria com o produtor Gustavo Marques, que abriu uma ponte entre Belo Horizonte, cidade de origem do grupo, e Sorocaba, em São Paulo, base do produtor. O álbum tem ainda coprodução e direção artística de Theo Lustosa.
Um déjà vu real, de música, arte e momentos inesquecíveis.
A voz que atravessa o tempo
“Deja Vu” reúne participações de ídolos e parceiros de longa data do Manacá da Serra. Passam pelo disco a Banda de Pau e Corda, Janayna Pereira, Fran Nóbrega e Dominguinhos. A presença do mestre pernambucano na faixa “Menino Angola” tem o sentido de uma homenagem do grupo a um dos maiores nomes da música nordestina.
Faixa a faixa: de Minas ao Nordeste
A faixa-título “Dejà Vu Desejo” (Theo Lustosa/Paulinho Motta) abre o álbum com a mistura de emoções que dá nome ao trabalho. Já “Quando Vem” (Theo Lustosa/Paulinho Motta) traz a essência da referência do grupo na música mineira e nordestina, e fecha o disco com a participação de Fran Nóbrega, jovem cantora ativa na cena do forró paulistana.
“Coisa de Maria, Coisa de José” (Theo Lustosa/Paulinho Motta) evidencia a conexão entre Minas e o Nordeste proposta pelo grupo, contando com a participação da Banda de Pau e Corda, com Sérgio Andrade na interpretação, e do violeiro pernambucano Renato Bandeira. Já “Vagalumes” (Affonsinho Heliodoro) é um “forrozinho” ao estilo do Manacá da Serra, com participação especial de Janayna Pereira dividindo os vocais com Bárbara.
“Cartas de Amor” (Theo Lustosa/Everton Coroné) propõe uma reflexão sobre os clichês da música popular e as declarações de amor do cotidiano. Já “Menino Angola” (Theo Lustosa/Paulinho Motta) é considerada pelo grupo um jovem clássico do forró, com presença frequente nos salões de dança — a canção já havia sido gravada por Dominguinhos em dueto com Zeca Baleiro, e agora recebe a assinatura do Manacá da Serra com o próprio mestre dividindo o canto com Bárbara.
De Itaúnas a uma homenagem em família
“Lilith” (Theo Lustosa/Paulinho Motta) é uma canção que circula pela vila de Dunas de Itaúnas, no Espírito Santo, e já ganhou versões em outros álbuns do grupo — em “Deja Vu” recebe mais uma releitura. Já “Cadê Neném” (Theo Lustosa) é a única faixa instrumental do disco, uma homenagem ao filho de Bárbara Barcellos e Theo Lustosa, com participação especial de Jorge Continentino no pife.
O álbum se encerra com “Festejo Latino-América” (Theo Lustosa/Paulinho Motta/Everton Coroné), faixa que busca ilustrar a conectividade da musicalidade e cultura afro-latina — do interior de Minas Gerais, com congados, catiras e marujadas, até ritmos nordestinos e caribenhos.
“Deja Vu” vai partindo com um sentimento esperançoso de que o trabalho toque o ouvinte de alguma forma, seja ela qual for.
Serviço
- Álbum: “Deja Vu” – Manacá da Serra
- Disponível nas plataformas digitais
- Ouça em: https://ditto.fm/deja-vu-manaca-da-serra

